terça-feira, janeiro 29, 2013

Uh, uh, uh, que beleza...

Belo de corpo, de teus horrores o pior é a consciência. Saber-se bonito, bom, beleza pura, escorre pelo ego, doutrina as relações. A consciência do belo afasta, segrega, constrói preconceitos e desfeitas.

Nem todos são assim, porém. A consciência do belo sobe à cabeça de alguns muitos, não de todos.  Saber da própria beleza também têm seus graus. Quanto mais conhecimento do belo, mais distante de simpatia, de convivência.

Não há regras, mas os belos que não atestam rudimente a feiura a partir do reflexo de si são assim por uma explicação simples. Eles não desenvolveram plenitude da consciência de belo. E por quê? Porque a consciência da beleza é excludente, narcísica. Exclusivos hão de viver os bonitos de corpo, a chamar atenção em olhos de vidro e egos de pedra.

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