R-E-N-A-T-O
guardem este nome
anotem nos cadernos
gritem aos quatro cantos
publiquem em jornais
O mistério de virgem
nos adjetivos está
concepções do depois
no antes irascível
Vejam com clareza
quem vos disse outrora
tem intuição
conclui aos ares
Gentileza áspera
ama e detona-te
contradição
in persona
Cabelos lisos
escondem orelhas
rosto pequeno
de olhos minúsculos
Mas a boca gigantesca
A-B-S-U-R-D-A
engole a gaita
fazendo as melodias
de quem passa
R-E-N-A-T-O
guardem este nome
escrevam no punho
tatuem na pele
E merece poema?
- indagam-me.
Ora, não é família
nem amigo
um tal Renato
Por que não?
- provoco.
Se ainda não é
quem dirá do amanhã...
TU?
Faça rir
não reparta
o mundo é mistério
um futuro buraco
e por isso...
Renato é p
o
s
s
i
b
i
l
i
d
a
d
e
em acasos ou destinos
amizade possível
fraternos enigmas
(im)prováveis
Como qualquer um
como tu, caro maroca!
e o que nos reserva
o amanhã
?adceastoino?
Antes, avisa teus colegas
aquele mesmo
de cabelos grandes
ao lado da garota
de cabelos curtos
aquela mesma
a maria foi com as outras
Marchas e
vulva la revolucion
são insuficientes
se de nossas bocas
tiram o asco
não dito
importante?
desimportante?
que importa?
a quem importa?
cá estão eles
no mesmo poema
e tem igual chance
no universo
todas e nenhuma
é o ?adceastoino?
assim brota
a resposta óbvia
um dia
tudo acaba importando
foi um prazer conhecê-los.
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