Quero matar as distâncias.
Vento corre, esbarra no rosto. Uma porta, um buraco, uma janela. O convite não deixa tirar os olhos, um vão, prazer. Despedaçado.
terça-feira, maio 06, 2014
Ímpeto
Tem vezes que vontade de outro ser é assassina. Desejos de aniquilação surgem diante do homem e da saudade. Beliscões, cortes, tiros são pouco para representar o fim. E alguns pedaços jorram pelo ar, nos assustando com nossa tenra angústia abatedora. Mas a destruição, mesmo, quer ser dona da distância. Quer por defunto onde há abismo entre corpos e mentes. Por isso não se assuste se sua vontade assassina aflorar. Ela é a maneira que a existência encontrou para desfazer a dor da saudade.
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