Rolando no temporal, acompanham fielmente os donos. Balançam no ar, ainda que firmes numa mão molhada. Nas calçadas, carros abafam sons e espirram esgoto. É quase inaudível, mas os guarda-chuvas tamborilam um gotejar de água, ecoando com os passos, as poças.
Algumas vezes ferem. Cortam os desatentos e pegam de surpresa os apressados. Outras tantas cegam, se o infeliz for um pouco mais alto do que deveria. HAHAHAHAHA! Quanta ironia! Se aos protegidos é um companheiro fiel, aos desprotegidos tem potência de prenunciar o dia infernal.
Ah, guarda-chuvas em mãos desalentadas... machucam os dias chuvosos, servem prontamente às leis de Murphy.
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