Na vida infernal
dum inferno imperfeito
sons são gemidos
Como se enfiar
num buraco de corpos
e ali respirar gozo
Todos podres e impuros
na beleza compenetrada
abusiva, ora desejosa
Na vida infernal
dum inferno imperfeito
imagens são transas
Como no sexo explícito
a corroer camadas
então abandonadas
Todos entrelaçados
pelos ímpetos cabalísticos
dos universais holísticos
Na vida infernal
dum inferno imperfeito
orgasmos são sangue
Como não poder sair
dum buraco negro
em zilhares de corpo estanque
Todos um fluxo
ora entrando, se despedindo
de buracos amados, ora odiados
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