Lanço bombas
na ideia de atentado
aos que passaram
se te escrevi algo
e não mereces
sinta-se apagado
ah, não preciso de borrachas
letras ficam
imagens desmancham
e se diversas vezes
pareces a bela alma vivida
meu recado é sólido
como a cabra
despedindo-se para sempre
grito adeus! hahaha
não sinto vergonha
podemos até conversar um dia
no exercício do desapego
algo como estourar
os tímpanos
ao som da música saudosa
hoje berro de gratidão
pelos dias correntes
das águas magoadas
se o choro
nem palavras
foram tão fortes
sinta-se lisonjeado
no anonimato
das estrofes
enquanto isso
me dano de rir
e urino nas calças
forjo no passado
novos poemas
e teu ego anulado
Nenhum comentário:
Postar um comentário