Vento corre, esbarra no rosto. Uma porta, um buraco, uma janela. O convite não deixa tirar os olhos, um vão, prazer. Despedaçado.
quarta-feira, março 04, 2015
Raízes
A árvore da esquina parecia com ela. Alta, cheia de ramificações, mas fixa. Cresceram juntas num entendimento de pouco toque. O afeto da visão, dos belos dias da árvore e da menina. No carinho acumulado, silêncio. Num dia de chuva o balanço em forma de rede contou à garota: precisava ir embora. Ela partiu e nunca mais voltou. A árvore continuara ali, à espera dos belos dias da menina. Mas o que viu foram apenas fases abruptas duma mulher, sempre de passagem. Era um árvore teimosa. Demorou a entender que alguns humanos perdem raízes. Um dia descobriu o mistério das duas. As árvores morrem, são as raízes que ficam..
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