segunda-feira, agosto 31, 2015

tentando encontrar

procurei
andando por aí
e inseguro

algum coração
aberto e talvez
meio perdido

nas carências
inflamei pesquisas
por amor inesquecível

idiotices
da adolescência
nas calçadas da vizinhança

? e se a gente envelhece
implodindo
os prédios de outrora

! um dos primeiros
a ruir foi onde
te idealizei

sei que não vens
que não existes
e até morreste, infarto fulminante

fiz tua cama
tivemos filhos, netos
e éramos tantos
quanto queríamos ser

na dor seca
de nunca te ter
descobri em ti
a ciência solitária

sem expectativas
sem imaginários
sem repertórios
sem vivas

em interrogações
em vazios
em silêncios
em solidões

e aí entendi
autossuficiência
como me basta
não mais encontrar

Nenhum comentário:

Postar um comentário