"amor me leva dar-se a ser
faz de mim o que quiserem ter
o que quiser" em carências de prazer
te espero
e tenho medo
de quem será
enquanto não chegas
te encontro tantas vezes
e continuo fugindo
tenha paciência
o ego é fraco
portanto se esforça
sem sustos
me beija
me beijo
e me usa
nos usamos
sem usos
segura a mão
vou me soltar
do mundo
despregado dele
flutuarei noutras órbitas
desaparecendo na escuridão
veja bem
sou solitário
vagarei assim até morrer
mas veja bem
podemos brincar
sem des ilusões
não pedi pra sempre
pedi apenas
pra não acabar
e se não acabarmos
acaba-se sozinho
sem amanhã
então ainda te espero
e tenho medo
de quem será
venha devagar
tô sem armas
os pés fora da janela
não me deixe com vergonha
te amo e amo todos
a gente pode explodir sem vergonha
então venha
que quero
me surpreender
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