terça-feira, outubro 27, 2015

casa da véia

são certos ermos lugares
que passam sem quando
sento na porta pra ver

carro de dias azuis
sonhos da valsa da minha vó
eu ali parado no sol

não tarda mais a passar
levanto um furdunço
que mais virá?

ninguém avisa as tias
do pretérito imperfeito
me fazem ilusões de um mais, mas que perfeito!

prefeito?
minha cidade sem donos
e sentei na esquina

interior da poeira brasa
e os portões brancos
cor da casa da velha

ela que diz
passa, mas passa correndo
campainha aqui não se trisca, se toca

e o mandado foi do aviso
ninguém pode avisar
ninguém avisou

fiquei ali sentado
te esperando
feito o tempo
que não passa

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