são certos ermos lugares
que passam sem quando
sento na porta pra ver
carro de dias azuis
sonhos da valsa da minha vó
eu ali parado no sol
não tarda mais a passar
levanto um furdunço
que mais virá?
ninguém avisa as tias
do pretérito imperfeito
me fazem ilusões de um mais, mas que perfeito!
prefeito?
minha cidade sem donos
e sentei na esquina
interior da poeira brasa
e os portões brancos
cor da casa da velha
ela que diz
passa, mas passa correndo
campainha aqui não se trisca, se toca
e o mandado foi do aviso
ninguém pode avisar
ninguém avisou
fiquei ali sentado
te esperando
feito o tempo
que não passa
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