A vida perde-se no tempo
Chegou, enfim. Não dá sequer um segundo aos que correm de longe para alcança-lo. Momento de controlar os impropérios, loucos por sabotar a tímida língua.
“Bom dia”. “Boa tarde”. “Boa noite”. Cumprimentos saem, contradizem a ira. Quase nenhum responde. Arrependido fica no abandono da sinceridade. Ah, se fossem xingamentos...
Silêncio invariável. Senta na cadeira. No vagar arranca o veículo. Olhos se voltam às janelas. Solução para esquecimento: vento... vento.
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