Parasse por aí, tudo bem. Mas tão inconformados quanto são os
que ouvem a revolta. E eles adoram o efeito de esteira. Também querem provar conhecimento. Na disputa
de quem sabe mais, sabe-se bulhufas. Resta aos egos se digladiarem na arena
pública. Estratégias retóricas de quinta afloram.
O tempo do blá-blá-blá
culmina no espelho. Olha-se o umbigo, acha-se lindo. Ambiente frutífero à posse
dos reflexos que fizeram de Narciso vítima de si. No fórum, as respostas tratam
de alimentar os impulsos de vaidade. Discursos circulam sem chegar a lugar.
Seria a carência a conduzir ao buraco sem fundo? Falta
atenção, reconhecimento, sexo? (haha). Aos Narcisos de plantão, asserto a provável
falta: humildade. Palavras precisam de verdade intrínseca e modesta. Certezas consomem o valor das coisas, porque
são ilusões. O mundo reclama por tolerância; reclama por relatividade.
Frases soltas. Contestações. Antíteses dicotômicas.
Retroescavadeira. Volta, volta. Não, não.
Vai, vai. Peraí, peraí: volta! Andanças rebatem, abastecem ego e instigam a
repetição. Até que alguém se dá por satisfeito, ou não. Cansaço. Cansaço
descansa Narciso.
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