sexta-feira, setembro 14, 2012

Monstrar

Ela brota dos espaços onde a humanidade não alcança. O contrato bem que tentou, mas é impossível atingir as camadas mais profundas, onde o humano inexiste. As convenções  indispostas revelam a estraçalhadora vontade de viver. Monstra, o que chamam. Monstruosidade, como classificam.

Chorem, gritem, esperneiem. Para monstrar este ser, rebele-se ou nada fará sentido. Ao contrário da humanidade, que comunga das hipócritas ressalvas, a monstra face só aceita a entrega. Se não for de todo, nada significa.

A monstruosidade continuará incompreendida enquanto essência por muito tempo. Até que um dia alguém tenha coragem de vivê-la, bem longe do contrato que assinamos com o sangue, talvez até com a alma.

Um comentário:

  1. Eu sempre preciso ler teu texto mais de uma vez pra extrair algum sentido. É lindo como cada vez eu leio uma coisa nova :)

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