Uma nuca sangrava de tua ausência. Alguns minutos, despedida difícil. Sabia que não era um adeus e não tardou a ter certeza. A semana que chegara, aludida a ti, trazia pertubações alheias. Todos a indagavam: o que isso? quem, mas quem? Marocas sem pudor. Rubor. Enunciados fálicos de resposta.
Assassínio de uma pele iludida em cordeiro. Desprotegida agora o esquecimento era, no mínimo, intolerável. Surpresos da sinceridade ficaram muitos os sem-palavras. Deixaram escapar a essência dela, chupada a esmorecer em sabores novos.
Pena aos incompreensivos, contava aos amigos. Encolheram-se em simplicidade de palavras que não desdizem, mas também não traduzem o absurdo. E tudo porque não há absurdo. Há alguém.
Como veio, tu foste. Como vai, tu vens. Das marcas que sumiram, a ausência também se despediu.Veio a tatuagem.
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