Eugênio surpreendera os olhos com erudição juvenil. A última vez que escrevera lá, ainda era 2005, ao som de Gal. O mineiro contava sobre namoradas, adolescência, músicas, etc. Estudante de Direito no Rio, correspondia-se ali em palavras e belas histórias com a irmã, tão linda quanto. Mariana não saiu de BH na época e decidiu pelo Jornalismo. A melancolia das frases de saudade queriam livrá-la de Minas. Toques delicados soavam músicas e uma perspectiva de cartas instigante na página de Mari. Em 2006 ela estava prestes a ir a Holanda. Não há indícios da viagem. Ficaram algumas palavras de leitura, poemas, fim.
Os dois abandonaram seus fragmentos de histórias oito anos atrás e assassinaram as vidas online no orkut. Nunca mais ouvi falar deles na web. Por onde andariam os irmãos? Perguntou-se se ainda se lembrariam dos textos deixados para trás e das influências que podem ter causado em outros lugares do país. Lágrimas, risos, afinidade. Dois que deu vontade de viver.
Mari e Gê, assim como o tempo, os próprios blogs, passaram. Curioso imaginá-los novos, em lugar desconhecido. Outras vidas...
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