sexta-feira, março 01, 2013

Chocolate branco


“Badjogozilda!!”, grito quando olho meu pequeno pedaço de gente. Vontades de espocar, abraçar e encher os ouvidos com as histórias infindáveis não faltam.

Alguns a conhecem por Panda. Outros, influenciados pelo meu amor imensurável, descobriram uma tal de Txamila. Na confiança desses poucos o apelido se prolonga ao infinito e além.

Amam-te, pisciana. E não à toa. Gritos de chateação, gargalhadas estridentes, arrotos mais do que escrotos. Abraços e peitinhos, beliscões. Lágrimas silenciosas, oras raivosas.

Que és sádica, sabem. Que és carinhosa, muito mais.  As interjeições únicas saem como nuvens da tua boca de criança. Vão da fofura (ounti) à incredulidade: “meu Deus, Elisson!”.

Num dos apelidos mais nonsense do século surge a minha homenagem deste ano. Há de lembrar o teu parceiro Rogério, agora não sei por onde. Ainda era 2007 e ele bem que queria um caso contigo. Imaginando a comilança, nomeou-te chocolate branco.

E não é que a bicha louca estava certa na metáfora? Haha. Essa transparência de pele, a insolência, pura saliência; a vontade de morder. Txamila, é isso! Todos querem te comer; querem te comer em forma de chocolate branco!!!! Hahahahahahaha

De uma coisa há certeza: eu e teus fulanos temos queda pela iguaria. Na minha mesa, algumas coisas não podem faltar. Teu chocolate é uma delas.

A gente tinha que passar um pela vida do outro, no fim das contas. Txamila e Txé sozinhos seriam amigos de alguém, perderiam a euforia de juntos serem um só.



Pilantra, pedaço de mim. 28/02/1992

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