“Badjogozilda!!”, grito quando olho meu pequeno pedaço de
gente. Vontades de espocar, abraçar e encher os ouvidos com as histórias
infindáveis não faltam.
Alguns a conhecem por Panda. Outros, influenciados pelo meu
amor imensurável, descobriram uma tal de Txamila. Na confiança desses poucos o
apelido se prolonga ao infinito e além.
Amam-te, pisciana. E não à toa. Gritos de chateação,
gargalhadas estridentes, arrotos mais do que escrotos. Abraços e peitinhos, beliscões.
Lágrimas silenciosas, oras raivosas.
Que és sádica, sabem. Que és carinhosa, muito mais. As interjeições únicas saem como nuvens
da tua boca de criança. Vão da fofura (ounti) à incredulidade: “meu Deus,
Elisson!”.
Num dos apelidos mais nonsense do século surge a
minha homenagem deste ano. Há de lembrar o teu parceiro Rogério, agora não sei por
onde. Ainda era 2007 e ele bem que queria um caso contigo. Imaginando a
comilança, nomeou-te chocolate branco.
E não é que a bicha louca estava certa na metáfora? Haha.
Essa transparência de pele, a insolência, pura saliência; a vontade de morder.
Txamila, é isso! Todos querem te comer; querem te comer em forma de chocolate
branco!!!! Hahahahahahaha
De uma coisa há certeza: eu e teus fulanos temos queda pela iguaria. Na minha mesa, algumas coisas não podem faltar. Teu chocolate é uma delas.
A gente tinha que passar um pela vida do outro, no fim das contas. Txamila e Txé sozinhos seriam amigos de alguém, perderiam a euforia de juntos serem um só.
Pilantra, pedaço de mim. 28/02/1992

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