Eles gritavam os direitos a quem quisesse ouvir, naquela bagaça ainda minuta de Congresso Nacional. As palavras lembraram outra manifestação, num outrora não tão distante. Éramos nós, da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), tornando públicas as nossas decepções na Esplanada dos Ministérios. O ano, 2012. Ainda era julho e muita gente da Universidade de férias...
Na excitação do dia e da hora, passageiros de ônibus e motoristas paravam para contemplar os dizeres eternos:
"EU BEIJO HOMEM, BEIJO MULHER, TENHO DIREITO DE BEIJAR QUEM EU QUISER!"
Não estávamos ali apenas pela Comunicação, mas pela liberdade de sermos quem quiséssemos ser. Ao Estado não devemos conta das nossas vidas pessoais e merecemos nossos direitos básicos, civis, que asseguram toda a humanidade. O contrato é fajuto, eu sei, mas a luta por melhorá-lo não terá fim, ao menos enquanto existirem os agentes da transformação temporalizada.
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