Algumas pessoas acham que de tudo já viveram. Difícil
contestar. Ainda mais difícil de concordar. Parecem carregar consigo o dom de reduzir
os prazeres da vida. Boas e más façanhas tornam-se simples e irrisórias
experiências do eu cansado. “Eu fiz isso...eu fiz aquilo...eu...eu...eu...eu”.
Como cansa!
Frustram-me as narrativas reducionistas, que fazem do mundo
o palco da experiência trabalhista e especializada de quem hoje ficou velho.
Meu tempo é outro. É nenhum. E quero nada construir, apenas viver. Talvez de
poucos trabalhos e realizações. Muito mais do amor que poucas coisas têm a
oferecer.
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