Escondida entre dentes e gengivas, bactérias clamam por línguas estranhas
A festa
da descoberta
no bafo
ensebado
fardo
das buscas
por línguas
estrangeiras
Há um paladar próprio do desamor
O odor
da ausência
mergulhado
em saliva
Do mais
profundo
estômago
o arroto
Desgastante pensar na boca indesejada
Descabida
pausa
para
reflexão
Dela
se aproveitam
ácidos
e vômito
Embora eu vou. Cuspo na rua, sem que ninguém perceba.
Amor
não tem paladar
não tem boca
Vestígios
são outros
da língua
imaterial
Como bactérias
de um mesmo
universo bucal
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