Saltitar sem olhar pra trás
Sensação indelével
de estar no lugar
mais próprio
da vontade
Mérito esculhambado
da desatenção alheia
Pessoas passam desfocadas
Olhar fixo
no ponto
vindouro
Nele há
uma estante
do passado
Quando encontro
o movimento
no fluxo
dos meus pés
Mover-se
de si
libera
os ombros
Ninguém é importante
E andar
sim
o sentido
de estar
Sem perceber
o mundo
sem fazer
sentido
Julgo
vulgo
Julgamentos
jumentos
Livre
estada
de gozar
a oportunidade
E nem
se quisesse
uma alegoria
do alívio
encontraria
agora
coisa
mais favorável
é o tédio
e o compromisso
sem ter pra onde irem
que vão assim
como a livre
e espontânea
que chega
Nenhum comentário:
Postar um comentário