sábado, agosto 02, 2014

Liberdade!

Saltitar sem olhar pra trás

Sensação indelével
de estar no lugar
mais próprio
da vontade

Mérito esculhambado
da desatenção alheia

Pessoas passam desfocadas

Olhar fixo
no ponto
vindouro

Nele há
uma estante
do passado

Quando encontro
o movimento
no fluxo
dos meus pés

Mover-se
de si
libera
os ombros

Ninguém é importante

E andar
sim
o sentido
de estar

Sem perceber
o mundo
sem fazer
sentido

Julgo
vulgo
Julgamentos
jumentos

Livre
estada
de gozar
a oportunidade

E nem
se quisesse
uma alegoria
do alívio

encontraria
agora
coisa
mais favorável

é o tédio
e o compromisso
sem ter pra onde irem

que vão assim
como a livre
e espontânea
que chega

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