Visto ao longe, um alguém se detém como se soubesse quem és. Não afigura aí qualquer marca de desconhecimento. A compenetração pausada, olhar sábio e, em extrema medida, analítico, denunciam o reconhecer.
A práxis alarda a física do ato. Conhecer não está sempre em presença. Reconhecer alcança isso. É a confirmação da existência; o estado de repetição. Quando carne e osso podem ser muito mais do que meras palavras aos ares.
Estamos cá, lá, quiçá na cabeça de outras pessoas. Somos assunto em conversas de bar, rodas de amigos, e sequer sabemos. As pessoas falam mal umas das outras. Sem consentimentos também elogiam. Alguns lances da vida, porém, denunciam o amadorismo, o esconderijo dos tesouros cotidianos. Não venham cobrar relatividade. Há de ser um olhar tenebroso em causas de saber.
Passados os instantes obscuros do ato da visão, do reconhecimento entre figuras desconhecidas, restaura-se o estado invólucro .
Não ameacem tua alteridade eles. Cedo ou tarde vais aparecer e a visão será outra.
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