Ia perdendo o busão. Corri e fui avistado pelo cobrador. Quem diria tão gentil. Ele e o motorista me receberam aos risos. Achei que fosse apenas um dia atípico de trabalho. Tolo.
Nos dias em que se seguiram Paulo e Maurício, nomes que descobri hoje, faziam a alegria dos moradores num ônibus azul a passar pela Vila Planalto.
Há pouco soube pelo motorista, o Paulo, que não serão mais eles a fazer tão gostoso trajeto. Uma vila sentenciada pelo mal humor de muitos se despede do ônibus alegre e das manhãs sorridentes. Espero vê-los em breve, mesmo que noutros trajetos da Brasília cinza.
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