quinta-feira, março 07, 2013

De branco, homem

As escolhas de guarda-roupa estavam longe de assumir significados outros que não fossem a leveza e o fresco do branco. Alguns, entre gargalhadas e tênues questões, indagam a origem do desejo alvo. A representação alegórica de uma crença? Uma profissão? Senão, o que, então? A explicação do cotidiano precisaria chegar antes que o descontexto se apossasse ardente do real motivo.

"Tu gosta de branco, né? É por causa de alguma religião?". Depois de tanta conversa no balanço do ônibus, a pergunta ainda ecoaria tilintante na excitada gargalhada. "Não, não". Neguei mais de uma vez. "Eu só gosto".

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