Perdendo a tristeza na janela de um ônibus em movimento, ao som do rádio no celular, procurou as lágrimas. Vieram simples e fáceis, em duas gotas. Mas não permitira mais que isso. As pequenas doses esconderam dos desavisados um tesouro de sentimentos debulhados.
Pelo vidro, o sol iluminava o rosto ainda triste. Os olhos castanhos e o caminho discreto das lágrimas pela face, apenas de um lado. Choroso trecho contrastava com o oposto, seco como o cerrado em vista. Aquele impermeável silêncio de um olho decidido, decidido a não se revelar em viagens de ônibus.
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